A felicidade contraditória

2 de fevereiro de 2011 § 2 Comentários

Pessoas, bom dia.

A nossa vida é um turbilhão de sentimentos, vence quem consegue controlá-los e quiçá sair ilesos deles (a maioria de nós não consegue).

A felicidade, como eu já conceituei em outra oportunidade é algo contextual e ao mesmo tempo não.

Hoje não vou me ater à longevidade da felicidade ou se ela é um estado ou um estilo de vida: Vou falar sobre como ela pode ser contraditória e uma situação onde isso pode acontecer.

Quando alguém que a gente ama, convive, torce, admira ou tenha simples apreço e intimidade sinceros consegue algo bom, que vai fazê-lo crescer, que vai trazer sucesso à sua vida ficamos muito felizes. É como se o sucesso desta pessoa fosse o nosso próprio sucesso, como se o suor derramado, as preocupações, as lutas, as confusões e a ansiedade fossem também nossos, afinal de contas, em muitas das vezes que acontecem coisas assim, acompanhamos o processo de expectativas pelas boas notícias.

O inevitável às vezes é que essas conquistas alheias-quase-nossas de pessoas tão especiais as levam pra longe de nós, coisa que não queríamos que acontecesse e às vezes, nem estivéssemos preparados para receber, mas, acontece pela vida a fora.

A felicidade se torna contraditória, estamos errados em estar felizes, e errados em estar tristes: alguém a quem queremos bem vai embora, mas é o início de uma conquista cujas dimensões nem imaginamos a priori.

Sobre esses acontecimentos nada podemos fazer, o que nos resta é olhar pra trás, guardar as boas lembranças num lugar seguro do nosso coração e estar prontos a qualquer ajuda que ela possa precisar.

A distância é saudável, sobretudo, quando valorizamos quem está longe e sabemos demonstrar em muitas ações e poucas palavras o quanto gostaríamos que ela estivesse perto.

Esse texto foi escrito por causa dos novos horizontes que a minha amiga Gesilene está vislumbrando agora.Ela sabe o quanto significou para mim desde que começamos a trabalhar juntos e que as portas (e janelas) continuarão sempre abertas à sua graça.

Grato pela leitura do texto!

Atenciosamente,
Ítalo Chesley

Amigos, o que tenho a ver com eles?

31 de janeiro de 2011 § 2 Comentários

Bom dia pessoal, tudo fino?

O fim de semana foi bastante legal, agora temos internet em casa e não mais vou precisar ficar escrevendo para o blog apenas no trabalho. Depois posto aqui sobre a odisséia que tivemos com a operadora que nos provê internet, afinal de contas, o assunto do post hoje é outro: Amigos.

Quantos outros escritores muito mais capacitados, experientes e menos anônimos do que eu já escreveram sobre amizade, entretanto, hoje quero abordar esse tema de forma prática, usando algumas poucas, corriqueiras e simples experiências que tive no fim de semana.

Um amigo meu das antigas esteve aqui na minha cidade e me contatou para que pudéssemos nos encontrar pra conversar, colocar os papos em dia: Fui à igreja onde ele estava, para tanto. O olhei e ele continuava o mesmo, magrelo, de óculos, cara de nerd, meio calado e cheio de manias nerd. Eu sei que ele mudou e eu também mudei, entretanto, a nossa amizade parecia não ter sido pausada pela distância e volatilidade das nossas vidas.

Ele, outro amigo que também estava junto e eu, conversamos longamente e o melhor: Continuamos os mesmos em nossas diferenças. É certo que a nossa vida mudou, nossas perspectivas, nossas expectativas de vida e etc, mas nós ainda éramos amigos.

Na mesma oportunidade ouvi uma coisa muito interessante: “Vai lá em casa, você acolheu o fulano quando ele ficou sozinho, agora é a vez dele de te acolher”. Era a mãe de um antigo amigo que me convidara a ir conhecer sua casa nova, com um sorriso no rosto e uma sinceridade no tom da voz, características difíceis de não acreditar e não se envolver.

Naquela noite tirei algumas conclusões acerca da amizade: Os amigos que tivemos um dia serão sempre nossos amigos.
Mesmo que passemos anos sem anos falar;
Mesmo que a gente mude em tantas coisas (e nós mudamos);
Mesmo que nossas perspectivas sejam totalmente novas;
Mesmo que a gente só se reencontre aquela vez, que pode ser a última;

Amizade às vezes não é estar ao lado de alguém todos os dias, ouvir todos os problemas, participar de todos os projetos: amizade pode ser a separação, a tomada individual de rumos, e de tempo em tempo o retorno para conferir se está tudo certo, colocar os assuntos em dia e provar que a nostalgia é merecida e os velhos tempos foram realmente bons.

Grato pela leitura do post.
Atenciosamente,

Ítalo Chesley

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