A perda

26 de janeiro de 2011 § 1 comentário

A pior parte de perder o trem, não é a perda em si: É vê-lo ir embora sem poder fazer nada, o sentimento de impotência, o prejuízo, a frustração dos planos.

Viu todas as economias para tal viagem se esvaindo por um segundo, um segundo!

Foi aquele segundo que ficou a mais, sentado no sofá, pensando em algo que já havia passado, ou no que ainda nem ainda existia senão na sua imaginação?

Foi aquele copo com água a mais que resolveu tomar, pois, estava tão geladinha?

Foi aquele minuto a mais que resolveu dormir?

O que é que foi?

Disseram para não ficar se questionando sobre qual erro cometera, era inútil.
Entretanto, não conseguia parar de debater-se, de confrontar-se, de deixar de dormir por horas pura e simplesmente questionando o que havia feito de errado.

O erro foi ter visto o trem ir embora, se não o tivesse visto, ficaria a dúvida, a indiferença, enfim, um problema bem menor.

Repito: A pior parte de perder o trem é vê-lo ir embora e não poder fazer nada.

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Fim

25 de janeiro de 2011 § Deixe um comentário

Não é como o início que a gente quase não vê,
Passa tão depressa,
Se torna intenso,
E na primeira briga,
Torna-se o meio,

Não é como o meio
Meio indiferente
Meio estranho
Meio inconstante
E a gente quase que não aproveita

É como o Fim
Amargo, sincero, completo
Passa devagar, como as últimas horas de trabalho de sexta feira
Desenha-se ao horizonte como um dia anuviado
Lentamente, tão claro, tão perfeito em sua angústia
Deixa cada marca, e vai-se embora deixando-nos só

Música para acompanhar o post:
A vida não presta
Grato pela leitura.

Boa sorte!

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