Sobre a Amizade

20 de julho de 2012 § 1 comentário

Há uma dádiva que o Criador distribuiu a todos nós, sem distinção
Do mocinho mais inocente, ao vilão mais sanguinolento
Em nossa essência reside a Amizade

Não importa o papel que  cada um(a) exerça
Pai, namorado, irmão, primo, tio
Mãe, namorada, irmã, prima, tia, SOGRA
Sendo amigos, seremos mais

Ela nos torna pacientes ao atraso pra sair
Perdoadores de erros idiotas
Suporte às quedas
Presentes nas conquistas

Amigos são os irmãos que escolhemos
Com quem brigamos e nos entendemos 10 minutos depois
A quem não temos medo de parecer fracos
Que estarão sempre presentes

Há uma dádiva distribuída a todos nós
A de Ser e Ter Amigos

Adeus

4 de abril de 2011 § Deixe um comentário

A luz do sol se dava à liberdade de invadir meu quarto por uma fresta esquecida da janela, já era a manhã de sexta feira.
Abri os olhos, você de pé na minha frente, como de praxe.
Comecei a refletir, a partir dali, no quanto nós dois estávamos desgastados por esse nosso relacionamento nos últimos meses, era só você e eu, por fins e mais fins de semanas a fio e eu já estava ficando chateado com isso.
Quando a encontrei nem quis saber do seu passado, com quem você esteve antes, que outras pessoas nutriram sentimentos maiores por vocês, até maiores do que os que eu nutri: você era suficiente para mim e, para o momento estávamos muito bem.
Sei que passamos por várias coisas juntos, e você me fez crescer bastante e presenciou momentos únicos, todavia, a hora de despedir se aproxima.
Não fique triste querida, não é nada pessoal. Eu garanto!
É que sempre chega a hora de dizer adeus e nós dois precisamos disso, ao menos por um tempo até que nos convençamos de que um não poderia ficar sem o outro novamente.
Não vou mandá-la embora, obviamente, você pode continuar na minha casa, servindo-nos de outra forma que te desgaste menos e me desgaste menos.
Entretanto, não vou exigir mais tanto de você, nem espero que você exija de mim.
Encontrei alguém melhor, que me atende melhor, cuja relação é mais confortável embora um pouco mais dispendiosa no início. Espero que você entenda, afinal de contas, o mundo é isso mesmo: Quando temos algo bom e encontramos algo melhor, inevitavelmente optamos por trocar e trocamos. Não veja isso como insensibilidade, ou me veja como um canalha que vive analisando o que é melhor para si e usando tudo ao seu favor para depois jogar fora e trocar por outro melhor: esse não é o ciclo e você sabe muito bem, haja vista o tempo que passamos juntos.

Espero que não se importe em ser rebaixada a encosto de ventilador, afinal de contas, o posto não é tão humilhante, você continuará dentro do meu quarto e não precisará mais agüentar tanto peso.

Enfim, querida cadeira, espero ter sido claro e, vamos aproveitar mais, até que a nova cadeira chegue e você saia definitivamente desde posto.

Obrigado por ler este post.

Atenciosamente,
Ítalo Chesley

A felicidade contraditória

2 de fevereiro de 2011 § 2 Comentários

Pessoas, bom dia.

A nossa vida é um turbilhão de sentimentos, vence quem consegue controlá-los e quiçá sair ilesos deles (a maioria de nós não consegue).

A felicidade, como eu já conceituei em outra oportunidade é algo contextual e ao mesmo tempo não.

Hoje não vou me ater à longevidade da felicidade ou se ela é um estado ou um estilo de vida: Vou falar sobre como ela pode ser contraditória e uma situação onde isso pode acontecer.

Quando alguém que a gente ama, convive, torce, admira ou tenha simples apreço e intimidade sinceros consegue algo bom, que vai fazê-lo crescer, que vai trazer sucesso à sua vida ficamos muito felizes. É como se o sucesso desta pessoa fosse o nosso próprio sucesso, como se o suor derramado, as preocupações, as lutas, as confusões e a ansiedade fossem também nossos, afinal de contas, em muitas das vezes que acontecem coisas assim, acompanhamos o processo de expectativas pelas boas notícias.

O inevitável às vezes é que essas conquistas alheias-quase-nossas de pessoas tão especiais as levam pra longe de nós, coisa que não queríamos que acontecesse e às vezes, nem estivéssemos preparados para receber, mas, acontece pela vida a fora.

A felicidade se torna contraditória, estamos errados em estar felizes, e errados em estar tristes: alguém a quem queremos bem vai embora, mas é o início de uma conquista cujas dimensões nem imaginamos a priori.

Sobre esses acontecimentos nada podemos fazer, o que nos resta é olhar pra trás, guardar as boas lembranças num lugar seguro do nosso coração e estar prontos a qualquer ajuda que ela possa precisar.

A distância é saudável, sobretudo, quando valorizamos quem está longe e sabemos demonstrar em muitas ações e poucas palavras o quanto gostaríamos que ela estivesse perto.

Esse texto foi escrito por causa dos novos horizontes que a minha amiga Gesilene está vislumbrando agora.Ela sabe o quanto significou para mim desde que começamos a trabalhar juntos e que as portas (e janelas) continuarão sempre abertas à sua graça.

Grato pela leitura do texto!

Atenciosamente,
Ítalo Chesley

Amigos, o que tenho a ver com eles?

31 de janeiro de 2011 § 2 Comentários

Bom dia pessoal, tudo fino?

O fim de semana foi bastante legal, agora temos internet em casa e não mais vou precisar ficar escrevendo para o blog apenas no trabalho. Depois posto aqui sobre a odisséia que tivemos com a operadora que nos provê internet, afinal de contas, o assunto do post hoje é outro: Amigos.

Quantos outros escritores muito mais capacitados, experientes e menos anônimos do que eu já escreveram sobre amizade, entretanto, hoje quero abordar esse tema de forma prática, usando algumas poucas, corriqueiras e simples experiências que tive no fim de semana.

Um amigo meu das antigas esteve aqui na minha cidade e me contatou para que pudéssemos nos encontrar pra conversar, colocar os papos em dia: Fui à igreja onde ele estava, para tanto. O olhei e ele continuava o mesmo, magrelo, de óculos, cara de nerd, meio calado e cheio de manias nerd. Eu sei que ele mudou e eu também mudei, entretanto, a nossa amizade parecia não ter sido pausada pela distância e volatilidade das nossas vidas.

Ele, outro amigo que também estava junto e eu, conversamos longamente e o melhor: Continuamos os mesmos em nossas diferenças. É certo que a nossa vida mudou, nossas perspectivas, nossas expectativas de vida e etc, mas nós ainda éramos amigos.

Na mesma oportunidade ouvi uma coisa muito interessante: “Vai lá em casa, você acolheu o fulano quando ele ficou sozinho, agora é a vez dele de te acolher”. Era a mãe de um antigo amigo que me convidara a ir conhecer sua casa nova, com um sorriso no rosto e uma sinceridade no tom da voz, características difíceis de não acreditar e não se envolver.

Naquela noite tirei algumas conclusões acerca da amizade: Os amigos que tivemos um dia serão sempre nossos amigos.
Mesmo que passemos anos sem anos falar;
Mesmo que a gente mude em tantas coisas (e nós mudamos);
Mesmo que nossas perspectivas sejam totalmente novas;
Mesmo que a gente só se reencontre aquela vez, que pode ser a última;

Amizade às vezes não é estar ao lado de alguém todos os dias, ouvir todos os problemas, participar de todos os projetos: amizade pode ser a separação, a tomada individual de rumos, e de tempo em tempo o retorno para conferir se está tudo certo, colocar os assuntos em dia e provar que a nostalgia é merecida e os velhos tempos foram realmente bons.

Grato pela leitura do post.
Atenciosamente,

Ítalo Chesley

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