1 ano sem vovó
abril 15th, 2012 § Deixe um comentário
Me vi novamente chegando à rua Getúlio Vargas, com minha mochilinha portando inocência e ansiedade, olhando para a sua casa cujo portão vivia aberto para quem quisesse chegar.
Sua luz parecia sair pelas portas, janelas e telhado.
Desci pelo imenso quintal em frente ela, desci a rampa esperando encontrá-la na sua cadeira, oferecendo café, bolo e carinho a todo mundo que chegasse e a encontrei lá, com um sorriso sincero e o coração aberto…tudo do seu jeito!
Sentei na mureta respondendo às típicas perguntas: como está o trabalho meu filho? e sua mãe, falou com ela?
Poucos minutos depois, falávamos de algum testemunho dado no RR Soares e de algum parente distante e umas histórias antigas que eu adorava.
Em pouco, a mesa do almoço já estava posta e o meu prato à minha frente e a senhora perguntando se era pouco e eu dizendo: Não! Está excelente!
Me vi falando com você sobre aquelas contendas antigas entre membros da família e etc…e nos víamos em silêncio…até que eu ia saindo de fininho, não sem antes beijá-la a testa e pedir benção!
E a senhora: “Deus te abençoe, meu filho”
Até hoje, quando entro por aqueles portões, desço o quintal e a rampa, espero encontrar seu sorriso; Até hoje, quando viro a esquina, quando começo o trabalho, quando converso com alguém…me vem à cabeça a mesma pergunta: que sentimento, que palavra, que atitude iria orgulhá-la?
Nunca a perdi…estás aqui, em meu coração.
Seu sorriso, sua doçura, suas palavras vivem aqui…no nosso meio, na nossa vida e na eternidade.
Te amo há um ano e sempre antes e pra sempre.
S-O-L-I-D-Ã-O, só um pouquinho!
março 29th, 2012 § 2 Comentários
Meu coração pedia solidão, apenas solidão; Essa coisa estranha que outrora tanto me incomodara, agora era a única coisa que ele pedia, solidão com o Eterno, com ele mesmo.
Tava tudo muito complexo, difícil de entender, quem dirá de sustentar.
Eu estava escondido debaixo do que me tornei e isso me sufocava, me matava, me ocultava. Estava perdendo a respiração, então pedi: S-O-L-I-D-Ã-O, só um pouquinho!
Precisava da simplicidade, de jogar a capa fora e tomar banho para tirar seu cheiro!
Precisava olhar para o Eterno e menos pra mim; Precisava me descobrir, para descobri-Lo e confundir as duas coisas enquanto sua graça trabalha em mim e andamos juntos embora eu, sinceramente, não mereça;
Minha família precisava que eu fosse eu, para encontrarem por quê me respeitar e como olhar pra mim e saber como contar comigo e saber quem é seu filho;
Meus amigos precisavam que eu fosse eu, para saber de quem são amigos, a quem entregam seus segredos esporadicamente, a quem confiam a profundidade de suas almas, a quem confiam suas besteiras;
Minha futura companheira, precisará saber quem sou eu, para entender a quem entregará suas expectativas, e com quem compartilhará suas ansiedades e incertezas. Quem virará noites tristes com ela e quem ligará aflito no meio da madrugada precisando conversar com alguém que com certeza o abençoará com boas palavras.
Eu precisava e preciso cada dia mais ser eu, pra dormir em paz com a consciência de que não ostento alguém que não existe, alguém superficial, alguém pastel de vento.
Preciso me descobrir pra ser cada vez mais eu, me parecer mais com minha alma, com a essência de mim que é a lapidação diária do Eterno.
A minha oração é que Ele mesmo revele dia-a-dia meu coração e me deixe mais nu e mais inocente. Que o amor que há em mim por Ele, pelas pessoas, e por mim mesmo, me torne mais Humano todos os dias e me torne mais dEle e menos meu.
Que o Eterno os abençoe!
A merda do carnaval como você não imaginava
fevereiro 19th, 2012 § Deixe um comentário
Todo carnaval é a mesma merda: estradas lotadas, acidentes, AIDS espalhadas pelos quatro cantos do Brasil, os brasileiros já estão acostumados a isso.
Mas sempre tem um monte de gente chata que fica por aí como se não vivessem no Brasil desde que nasceram, reclamando das mesmas coisas que todo mundo reclama todo ano.
Forevers Alone
É a galera que fica em casa durante o carnaval todo, reclamando que não tem dinheiro, que o sino da igreja é chato, que a comida da mãe é salgada, que a vida é uma bosta!
Esse tipo enche o saco de todo mundo e vai sempre reclamar em todas as ocasiões, vai achar defeitos sempre em tudo e vai viver amargo sempre.
Escondendo a sua falta de atitude atrás de reclamações e defeitos que encontra em tudo.
Inteligentes
Essa é a galera que gosta das estatísticas, dos números e de filosofar sobre os direitos e deveres femininos nesta nação. Reclama dos shortinhos das meninas, de quantas bocas elas beijam e da sua moral nesses dias.
Acham que entendem muito sobre a conduta que as pessoas deveriam ter, sobre o quanto deveriam estudar e essas coisas.
Criticam caras que fazem academia para ficar com um corpo legal e criticam as meninas por gostarem disso.
Os problemas relacionados à ausência de pano nos shorts das meninas, ou na galera que passa o ano na academia é muito maior do que os inteligentes pensam. Pode crer!
Rockeiros
É a galera que definitivamente não entende nada das músicas de carnaval e só faz criticar. Eu me encaixo nessa categoria porque não gosto de música nenhuma de carnaval, não entendo nada que eles fazem naqueles desfiles de escola de samba e não curto absolutamente nada disso.
Mas não adianta ficar enchendo o saco também metendo o pau nas músicas que a galera toca, porque se elas existem é porque alguém curte e a gente tem que respeitar as escolhas alheias.
O que a gente pode fazer?
Não adianta reclamar!
O carnaval vai ser sempre assim e quem reclama acaba posando de chato, principalmente na web!
A gente tem que juntar as pessoas que gostamos, cujas idéias batem com as nossas e curtir o carnaval com elas.
A vida é curta e, acredite, o tempo que você gasta reclamando é um tempo perdido!
Se você está sozinho e não pode juntar essa galera legal: vá ler um livro, assistir um filme, organizar suas coisas, fazer seu plano de carreira, contar carneirinho…sei lá!
Vá viver, criatura!!!
Um apelo aos Masoquistas
fevereiro 8th, 2012 § 4 Comentários
Pensei muito, mas não consegui encontrar nenhuma forma mais simples e natural de definir o Todo: um monte de átomos.
E, pelo que me consta, também nós, seres humanos, somos formados por este amontoado de micropartículas. Isso não é nada pejorativo, só quer dizer que, seres animados ou não, somos todos semelhantes – quase, pelo menos.
Não pretendo prender-me à aqueles questionamentos filosóficos – embora esteja tentando – sobre o real propósito de todos nascermos, vivermos e morrermos, nem às respostas, deveras vazias, similares a “Para ser Feliz”. Não. Só quero dizer o que todos sabemos, mas parecemos desconhecer: somos parte de um conjunto, de um organismo que não sobrevive quando algo sai errado em seu complexo sistema. Parece óbvio. E é, na verdade. Mas que a tipo de organismo me refiro? À natureza. Estamos conectados ao restante do Universo, ao Todo, de forma tal que qualquer desequilíbrio afeta e afetará a cada um de nós.
O Grande Complexo do Todo não nos pede boa relação com seus demais componentes, ela nos obriga a isso. Somos elementos da Natureza. Somos a Natureza. Cada vez que a degradamos, estamos ferindo a nós mesmos. De forma sutil, ás vezes, mas ainda assim estamos prejudicando o já citado complexo organismo. Isso é suicídio, caro (a) Leitor (a).
Não consigo compreender qual é o problema dos criminosos assassinos do meio ambiente. Aliás, compreendo, refletindo melhor. O problema dele é dinheiro. Dinheiro, aqui, é problema sim, não é solução. É doença. Doença mental, de caráter psicótico. Pior ainda são aqueles que fecham os olhos – e os ouvidos; eis-me aqui gritando para toda safadeza que impregna este país tão rico. Não cito nomes, por que seria mais do mesmo. Todos nós já sabemos, e isso é o piro de tudo, Falo do Brasil, por que em status de verdadeiro descaso, seria bobagem me referir à egoísta e prepotente indústria norte-americana, por exemplo, ou a qualquer outro dos assassinos de além-fronteira.
Mas é fácil falar do outro. Diz o ditado que, quando apontamos o dedo pra alguém, existem 3 dedos voltados para nós. De fato. Que atire a primeira pedra aqueles que separam todos os lixos recicláveis, que aboliram os tóxicos detergentes de suas casas e que cumpriram toda a ladainha decorada de cor e salteado não menos de cem vezes. Não é difícil não. É fácil. Facinho. Se salvar a natureza e, assim, a própria pele, não soar tão convidativo quanto se pretende, então, podemos imaginar um exército de apredejadores defensores do Grande Complexo do Todo. Contudo, atualmente, poucos são os que podem erguer uma única pedra sequer. E ainda assim, ela parece pesada demais.
Se somos todos a Natureza, que mal tem em não nos auto-flagelar? Que me poerdoem os masoquistas.
(Texto revisado pela professora de Língua Portuguesa Maria Bernadete Rehfeld)
Autor: Emanoel Ferreira
Fim de ano
dezembro 24th, 2011 § 3 Comentários
Olá pessoas!!
Eu sei que sou super forever alone de estar aqui escrevendo no blog enquanto a maioria da galera está com a família reunida por aí e a minha também está ali, mas as coisas que vou dizer aqui, já estavam na minha cabeça para serem escritas há alguns dias.
O ano de 2011 trouxe e me levou muitas coisas. Não vou discursar sobre o que ganhei e perdi esse ano, vou falar sobre coisas boas que talvez
possam mudar o restinho de 2011 e se repetir no ano que vem e vou usar uma situação cotidiana para isso.
Essa semana, estava voltando de ônibus do trabalho sentado na primeira poltrona portando apenas um guarda chuva. Entrou no ônibus uma senhora com várias coisas nas mãos, ofereci a ela meu lugar apenas porque meu ponto estava próximo. Ela, além de me auxiliar segurando o meu guarda chuva, segurou várias coisas de outras pessoas que estavam naquele ônibus. Uma coisa boa que a gente faz, sempre se repete e é mais legal ainda quando podemos ver isso acontecendo na nossa frente.
Podemos acordar todos os dias com um simples sorriso no rosto e entregá-lo a quem pudermos. Mesmo que o outro não sorria de volta, esse sorriso se repetirá em nós mesmos e surtirá efeito na nossa
vida. Não podemos deixar apenas na responsabilidade dos outros nos fazerem sorrir, precisamos às vezes tomar essa iniciativa, talvez quem está ao nosso lado é que precisa disso.
Sei que essa época é comercial e cheia de clichês, mas talvez a gente possa ser um pouco menos turrões e tornarmos um pouco mais suaves.
O poder que temos em nossas mãos de mudar o mundo das pessoas é incrível e mais incrível seria utilizássemos diariamente!
Feliz Natal e Próspero 2012 pra todo mundo!
